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Polícia desarticula organização criminosa que explodiu sede da empresa Brinks Imprimir
Qua, 02 de Agosto de 2017 12:44

Cinco integrantes da organização criminosa que explodiu a sede da empresa Brinks, em fevereiro deste ano, na zona oeste do Recife, foram presos durante a Operação Durga da Polícia Civil de Pernambuco. De acordo com o delegado responsável pela investigação do caso, João Gustavo Godoy, o grupo tinha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). “É uma organização nacional que atuava em Pernambuco, Alagoas, São Paulo, Rio Grande do Norte. O braço em Pernambuco foi totalmente destruído e todo mundo preso”, revela o titular da Delegacia de Roubos e Furtos.

Três deles foram detidos nessa segunda-feira (01/08). Willames Aguiar da Silva, 24 anos- apontado como líder da facção-, Bruno Rafael Félix da Silva, 29 anos, e Julio César Oliveira de Andrade, 30 anos. A polícia cumpriu ainda 17 mandados de busca que resultaram na apreensão de quatro carros, munições de calibre 12, e uma máquina de contar dinheiro - localizada na casa de um dos suspeitos, em São Paulo.

Outros dois alvos dos mandados já estavam presos por outros crimes. Gleiso Silva da Hora, 32 anos, respondia por roubo e está no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. Rodrigo Anderson de Souza, 35 anos, foi encontrado no Rio Grande do Norte e está preso há três meses. Um sexto suspeito é morador de Nova Odessa, em São Paulo, está foragido. Ele é apontado como a pessoa que estabeleceu a relação da organização criminosa com o PCC.

“A organização atuava com divisão de tarefas até com terceirização das práticas criminosas”, detalha João Godoy. O grupo também foi identificado por roubar o cofre do supermercado Bompreço, localizado na Avenida Caxangá, e explodir um caixa eletrônico do Instituto Ricardo Brennand, situado na zona oeste do Recife.

Ainda de acordo com Godoy, o mandante da quadrilha, Willames Aguiar, trabalha como agente de trânsito no município de Olinda e é alvo de outras duas investigações. “Vamos avançar para prender os outros e identificar a estrutura financeira e tentar fazer bloqueios para poder encerrar essa quadrilha”, garantiu o delegado.

Delação Premiada – A desarticulação da organização só foi possível com a participação de um colaborador, que deve ser beneficiado com a delação premiada, inédita até então em casos como esses. “É a primeira vez, que eu tenha conhecimento, da participação de um colaborador que entrega líderes de uma quadrilha tão perigosa. A gente conseguiu cooptar esse rapaz que confiou no trabalho da polícia, no trabalho do Ministério Público, e deu informações fundamentais para o desbaratamento dessa organização criminosa. Estamos trabalhando para formalizar e firmar uma delação premiada”, afirmou o delegado responsável pelo inquérito, João Gustavo.