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Polícia prende mulheres que participaram de assaltos a agências bancárias em Tamandaré e Itamaracá Imprimir
Sex, 15 de Setembro de 2017 14:24

A Polícia Civil de Pernambuco realizou a prisão, em flagrante, de três mulheres suspeitas de participar dos assaltos a agências bancárias em Tamandaré e na Ilha de Itamaracá. Os crimes, ambos realizados este ano, chamaram a atenção pela utilização de uma lancha nas fugas dos criminosos. A embarcação usada nos roubos foi apreendida na ação da Delegacia de Roubos e Furtos do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em uma Marina no bairro do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho.

Com as mulheres ainda foram apreendidos vasto material utilizado em crimes contra instituições financeiras: 45 cordéis explosivos, 3 quilos da Anco (mistura explosiva), dois marteletes (utilizados para furar paredes de concreto), coletes balísticos, balaclavas e uma motoserra, utilizada para cortar árvores que foram usadas como barreiras  nas ações criminosas. Também foram encontrados 15 quilos de maconha e um revólver 38.

Janeide Nazaré dos santos, 39 anos, Abrona Samua Alves de Melo, 22 anos, e Cícera Izabelly Alves, de 21 anos, foram indiciadas por receptação, posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e explosivos e organização criminosa armada. As três foram apresentadas na audiência de custódia e encaminhadas para a Colônia Penal Feminina Bom Pastor.

O grupo é suspeito ainda da explosão de um caixa eletrônico na Usina Cucaú, na Zona da Mata Sul pernambucana. Um dos coletes balísticos apreendidos possuía a marca da empresa. O líder da organização, identificado como Davidson José Alves, de 28 anos, foi morto em confronto com a polícia do Pará, no dia 12 de setembro. “Tínhamos a informação que a próxima ação do grupo seria no Pará e entramos em contato com a polícia local. Ele acabou morto durante a interceptação policial”, afirma o delegado João Gustavo Godoy, titular da Roubos e Furtos.

“As organizações voltadas a prática de roubo a banco são quadrilhas nacionais, que contam com a participação de pessoas de várias Estados. Cada uma faz uma parte do crime. Um é responsável pelo armamento, outros são especialistas em explosões, outros fazem a logística. Por isso é necessária uma comunicação intensa entre as polícias dos Estados. Caso contrário não iremos consegui combater esse tipo de crime”, explica. As mulheres presas faziam o reconhecimento dos locais do crime. Os horários, as práticas e o funcionamento dos bancos alvos da organização. Duas delas confessaram a participação.