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PCPE desarticula quadrilha de sonegação e outros crimes tributários Imprimir
Qua, 20 de Setembro de 2017 14:28

A Polícia Civil de Pernambuco divulgou, nesta quarta-feira (20/09), o balanço da Operação Destinos Cruzados, que desarticulou uma quadrilha envolvida em crimes de ordem tributária. Na ação, sete pessoas foram presas e mais de dois milhões de produtos sem nota fiscal foram apreendidos, além de quatro caminhões de grande porte, um revólver calibre 38, cinco computadores, nove celulares, dois pen drives e R$ 252 mil também foram confiscados.

De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Germano Cunha, a organização criminosa era chefiada por donos de duas transportadoras que tinham os nomes fantasia de Transmulambo e Caneta.  "Eles confeccionavam notas fiscais falsas e direcionavam às empresas laranjas. Depois, as cargas eram desviadas para outras empresas ", explica o delegado.

Entre os presos identificados estão: Márcio Vicente Teixeira de Lima (um dos proprietários das transportadoras); o contador Neemias Severo de Oliveira; e os motoristas Elias Paulo do Nascimento, Flávio Fernandes de Aguiar, Paulo Feliciano dos Santos, Harlan Ladislau Magalhães e Genilson Genario dos Santos. Já Alzier Cesário de Lima, outro proprietário, continua foragido. Além deles, outras cinco pessoas foram encaminhadas a delegacia por condução coercitiva para prestar depoimentos.

A operação contou com 100 policiais civis e 74 auditores da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-PE) e  foi realizada nos municípios de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, Vitória de Santo Antão, e Pombos, na Zona da Mata, além de Salgueiro e Arcoverde, no Sertão, e Bom Conselho, no Agreste.

Laranjas

"No dia de ontem, nós estivemos em 29 empresas e encontramos nos estoques R$ 2 milhões em produtos sem notas fiscais ou acobertadas por laranjas”, relata o diretor de Operações Estratégicas da Secretaria de Fazenda de Pernambuco, Cristiano Dias.

Ele ainda explica como as empresas eram beneficiadas com essas ações criminosas. "Ao invés de adquirir de fabricantes ou de empresas do ramo atacadista legalizadas, eles preferiam fazer comprar de empresas laranjas, que só existem no cadastro, mas não possuem sede física. Com isso, as empresas diminuíam a quantidade de impostos a pagar", completa Dias.